<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398</id><updated>2011-04-21T18:32:36.412-03:00</updated><title type='text'>Relatividade Geral do Pensamento</title><subtitle type='html'>Reúne pequenos textos e ensaios relacionados com uma forma diferente e particular de pensar o mundo. Buscando a isenção de facciosismos e dogmatismos, e tentando sempre observar a questões por diferentes ângulos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115376899358230250</id><published>2006-07-24T15:46:00.000-03:00</published><updated>2006-07-24T16:23:13.583-03:00</updated><title type='text'>A mão invisível...</title><content type='html'>Nada de novo no ocorre no cenário artístico e musical, tanto nacional quanto internacional, desde os anos o início dos anos 90. Tudo que está aí hoje nada mais é que repetição de tudo que já foi visto, nada que empolgue pela novidade. O nosso cenário musical parece estar passando por uma espécie de entre-safra, tudo está tão chato e repetitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que parece ser algo paradoxal se analisarmos que atualmente é muito mais fácil divulgar material alternativo graças à internet e sites de relacionamento como o &lt;em&gt;orkut&lt;/em&gt;. Mesmo assim, nada de novo surge, aparentemente há uma crise criativa dominando o consciente coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que a criatividade florece melhor em ambientes onde há liberdade de expressão, as pessoas livres são mais criativas. Contudo, ou isso não é verdade ou de fato não somos tão livres quanto imaginamos ser. Podemos estar livres do dogmatismo religioso e da censura do Estado, mas aparentemente não estamos livres do arquétipo, estamos presos a uma série de convenções sociais que moldam desde nosso comportamento ao nosso modo de pensar. Aquele que desafia a estas conveções corre risco de ser rotulado pejorativamente e ter dificuldades de integrar-se ao meio social que dita a quem deve brilhar a luz do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas são totalmente desestimuladas a ousarem, a quebrarem as regras do arquétipo, desse jeito não podem ser de fato criativas e inovadoras. O arquétipo diz do que você deve gostar, qual opinião deve ter diante dos fatos, como deve comportar-se diante sdas situações. É uma mão invisível que amarra nossas mãos e tapa nossa boca, sem que possamos ter a chance de reagir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem estaria por trás desta mão invisível, que nos poda constamente? Isso é assunto para outras divagações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115376899358230250?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115376899358230250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115376899358230250' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115376899358230250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115376899358230250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/mo-invisvel.html' title='A mão invisível...'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115349828311616772</id><published>2006-07-21T12:30:00.000-03:00</published><updated>2006-07-21T13:25:35.350-03:00</updated><title type='text'>Pocotó, pocotó!!</title><content type='html'>O termo "pocotó", oriundo da música "Eguinha Pocotó" de Mc Serginho, que foi um desses típicos sucessos de verão, transformou-se em sinônimo da mediocridade brasileira após a publicação do livro "Brasileiros Pocotó" de Luciano Pires. A cena de uma dançarina (ou dançarino) &lt;em&gt;drag-queen&lt;/em&gt;, de codinome Lacráia, dançando em movimentos nem um pouco graciosos uma música cujo insistente refrão diz "pocotó, pocotó, pocotó! Minha eguinha pocotó!" parece algo deveras dantesco para a erudição dos pudicos intelectuais brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;pocotó&lt;/em&gt; (mediocridade) nacional é contantemente citado pelos opinadores de plantão, que fazem questão de enfatizar o qual errado é rumo das coisas no Brasil, dando a impressão que neste país tudo caminha para a alienação e para a submissão. Não os critico por isso, estão fazendo seu papel de incentivar a disseminação da erudição e combater a acomodação dos brasileiros diante de seus crônicos problemas, talvez pequem apenas na análise da questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que a música "Eguinha Pocotó" em si, deva carregar este estígma de grande estandarte da mediocridade nacional, pois ao ouví-la pode-se notar que nada mais é que uma música infantil, dessas que se pode cantar tranquilamente para as crianças. Acredito que esta música cumpriu bem o papel para o qual se prestou, que é o de música para animar festas e dançar. Até onde se consta, as pessoas vão para festas com o intúito de se divertir, não para filosofar ou discutir os problemas que os aflige, nada diferente do que ocorre no resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mediocridade nacional, que não chega a ser muito diferente da encontrada em outros países, não tem causas tão simplistas, que possam ser exemplificadas com músicas, ela foi construída históricamente, algo demasiado complexo para se explicar em uma simples coluna de jornal ou &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;. A única coisa que defendo para o caso é que cada um busque melhorar individualmente, tentando superar-se a cada dia, que de resto as coisas acontecem por si só. Isso não necessariamente inclui deixar de divertir-se com músicas &lt;em&gt;pocotóticas&lt;/em&gt; e performances &lt;em&gt;lacraianas&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115349828311616772?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115349828311616772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115349828311616772' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115349828311616772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115349828311616772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/pocot-pocot.html' title='Pocotó, pocotó!!'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115333152978609139</id><published>2006-07-19T14:46:00.000-03:00</published><updated>2006-07-19T17:10:07.716-03:00</updated><title type='text'>Adhocquismo</title><content type='html'>&lt;em&gt;Adhocquismos&lt;/em&gt; é um neologismo derivado do termo &lt;em&gt;Ad Hoc&lt;/em&gt;, mais especificamente do conceito de “hipóteses &lt;em&gt;ad hoc&lt;/em&gt;”. Trata-se de hipóteses criadas para dar uma explicação para fatos que pareçam refutar uma teoria a qual se defende. Este é um conceito utilizado bastante pelos céticos para qualificar a tentativa dos pseudo-cientistas de explicar o porque de um determinado fenômeno descritos por eles não ocorrer em uma situação de monitoramento onde possa ser de fato checada sua veracidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo de hipóteses &lt;em&gt;ad hoc&lt;/em&gt; alcançando o cúmulo do ridículo com o parafísico Helmut Schmidt, que colocou baratas numa caixa onde poderiam dar choques elétricos em si mesmas. Poder-se-ia assumir que as baratas não gostam de levar choques e os aplicariam em si mesmas a uma taxa compatível com o acaso ou menos, se pudessem aprender com a experiência. As baratas aplicaram-se mais choques elétricos do que o previsto pelo acaso. Schmidt concluiu que "como odiava baratas, talvez fosse a sua psicocinese que tivesse influenciado o randomizador!" (&lt;a href="http://brazil.skepdic.com/adhoc.html"&gt;link para fonte&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o &lt;em&gt;adhocquismo&lt;/em&gt; ao qual me refiro e que motivou a usar este neologismo não está exatamente no campo das pseudo-ciências, mas sim no campo das teorias conspiratórias, mais precisamente no campo das análises político-sociais. Como eu já expliquei no texto “&lt;a href="http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/dinmica-social-e-os-temores.html"&gt;A dinâmica social e os temores&lt;/a&gt;”, determinados grupos que ostentam visões políticas antagônicas, e temem um jogo de forças conspiratório atribuído ao lado contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para corroborar com o que alardeiam, os defensores das diferentes visões políticas citam notícias isoladas, e associam-na com uma grande rede de eventos, fazendo com que pareça que aquilo faz parte da trama que corre tacitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser absolutamente cético quanto à este tipo de conspiração, que reúne elementos de fenomenologia e metafísica, estas são de difícil refutação, pois as hipóteses &lt;em&gt;ad hoc&lt;/em&gt; pipocam de todos os lados, e é inútil tentar convencer seus defensores do contrário. Ademais, nem mesmo vale a pena, pois seria uma verdadeira labuta de &lt;a href="http://www.geocities.com/serouseja/camus/sisifo.htm"&gt;Sísifo&lt;/a&gt;, resta-me apenas acompanhar as pendengas observando com curiosidade as explanações de ambos os lados, e observar a dinâmica social fazendo a sua parte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115333152978609139?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115333152978609139/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115333152978609139' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115333152978609139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115333152978609139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/adhocquismo.html' title='Adhocquismo'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115331459689906423</id><published>2006-07-19T09:51:00.000-03:00</published><updated>2006-07-19T10:09:56.930-03:00</updated><title type='text'>Ponto e contra-ponto (série Constatações)</title><content type='html'>Isso que vou dizer parece coisa de almanaque, mas cada vez mais me parecem premissas verdadeiras:&lt;br /&gt;-Pessoas com grandes qualidades sempre têm grandes defeitos;&lt;br /&gt;-Quanto maior a bebedeira, maior será a ressaca;&lt;br /&gt;-Ter grande prazer em algo, significa ter grande dor em perdê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para não parecer pessimista, pode-se inverter a ordem e parecer otimista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pessoas com grandes defeitos sempre têm grandes qualidades;&lt;br /&gt;-Quanto maior a ressaca, maior foi a bebedeira;&lt;br /&gt;-Quanto pior a dor de perder algo, maior foi o prazer em tê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frases idiotas, conclusões pertinentes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115331459689906423?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115331459689906423/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115331459689906423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115331459689906423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115331459689906423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/ponto-e-contra-ponto-srie-constataes.html' title='Ponto e contra-ponto (série Constatações)'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115325433756870835</id><published>2006-07-18T16:59:00.000-03:00</published><updated>2006-07-18T17:25:40.786-03:00</updated><title type='text'>A difícil arte de opinar</title><content type='html'>Há assuntos sobre os quais eu não tenho uma opinião formada, e não vislumbro ter a curto prazo. Dois exemplos são a questão do aborto e a questão das cotas para negros nas universidades públicas. Sempre evito este tipo de debate pelo simples fato de que não consigo decidir sobre o qual seria a melhor posição. Isso talvez um dos males (ou não) do relativismo, vc não se apoia em dogmas ou valores morais absolutos para referenciar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão do aborto, por exemplo, tendo a ser contrário à prática, mas isso é uma posição meramente emotiva, sem nenhuma base racionalista para ampará-la, simplesmente me compadeço com a perda da vida do feto, a impossibilidade deste ter a chance de ter uma história. Contudo, não desmeresso os argumentos em favor do aborto, como a liberdade feminina sobre o próprio corpo, como a questão dos problemas gerados por filhos indesejados e rejeitados, tanto para a mulher quanto para a sociedade, entre uma série de argumentos pertinetes. Por isso prefiro não defender nenhuma posição publicamente, e acho que por hora eu tenho o direito de abster-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão das cotas para negros nas universidades públicas é uma faca de dois gumes. O Estado propõe uma alternativa para diminuir a assimetria entre pessoas de grupos diferentes, cuja existência é de conhecimento de todos, algo realmente bem intencionado. O problema é que para isso fere-se o princípio da isonomia institucional, ou seja, trata grupos diferentes de forma diferente. O problema nesta questão é que, apesar das desigualdades sociais entre brancos e negros serem algo pra lá de evidente, ela não é institucional, mas sim cultural e histórica, e tentar corrigir isso criando uma segregação institucional oficial gera um conflito no sistema, mesmo que a intenção seja boa. Assim como no caso do aborto, tenho uma tendência, que é a de ser favorável às cotas para afro-descendentes, mas esta é uma visão baseada em algum idealismo, não é de cunho  totalmente racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim ocorre em uma série de outros assuntos, mas esquivo-me prudentemente, pois não acho que devamos ser senhores das verdades e dos ditames, só procuro sempre exaltar a solução encontrada por denominadores comuns, pois só assim a sociedade evolui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115325433756870835?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115325433756870835/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115325433756870835' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115325433756870835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115325433756870835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/difcil-arte-de-opinar.html' title='A difícil arte de opinar'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115325018785749024</id><published>2006-07-18T15:24:00.000-03:00</published><updated>2006-07-18T16:16:27.933-03:00</updated><title type='text'>Franz Kafka</title><content type='html'>Confesso que não me interesso muito pela leitura de obras de ficção, mesmo aquelas de cunho filosófico, talvez seja algum tipo de preguiça de minha parte, mas de tanto ouvir falar em Kafka acabei lendo &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.culturabrasil.org/ametamorfose.htm"&gt;A Metamorfose&lt;/a&gt;,&lt;/em&gt; e fiquei encantado com a criatividade e a sensibilidade do autor, ao tratar de uma forma tão humana uma história tão &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois li &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.espacoacademico.com.br/030/30cul_kafka.htm"&gt;Um Artista da Fome&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, e percebi a mesma sensibilidade e notei um paralelo entre as duas obras. Tanto uma obra quanto outra tratam da indiferença das pessoas em relação sentimentos humanos e o egoísmo que resulta em relações baseadas em mero interesse. Tanto Gregor Samsa (protagonista de "A metamorfose") quanto o artista da fome (que não foi tratado pelo nome em nenhum momento do conto) são verdadeiros gritos contra a hipocrisia da sociedade, que defende valores morais ao mesmo tempo que desloca de sua vivência aqueles que não lhe trazem nenhuma forma de lucro. A agonizante saga dos dois personagens envolve conflitos existenciais, desilusões e situações absurdas, dificil não se sensibilizar diante do quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final das duas histórias, após a morte dos dois personagens, tudo volta ao normal, nada muda, as pessoas buscam outras pessoas (ou coisas) para explorarem e obter lucro, na mesma hipocrisia e indiferença de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kafka não publicou nenhum texto em vida, dizem que confiou os textos a um amigo, pedindo a este que os destruisse caso ele viesse a morrer, no sanatório onde estava internado para tratar-se de uma grave tuberculose. Kafka morreu (jovem, aos 40 anos), e o amigo acabou decidindo por publicar as obras. Neste caso, temos de louvar a traição do amigo, pois assim pudemos ter acesso a um belo legado literário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115325018785749024?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115325018785749024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115325018785749024' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115325018785749024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115325018785749024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/franz-kafka.html' title='Franz Kafka'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115309083054726009</id><published>2006-07-16T19:30:00.000-03:00</published><updated>2006-07-16T20:00:30.556-03:00</updated><title type='text'>O politicamente correto (série Constatações)</title><content type='html'>Confesso que acho algo um tanto cômico ver pessoas se queixando da tal "ditadura do politicamente correto". É realmente muito engraçado ver gente fula da vida porque não pode falar mal dos gays, negros, índios e outros grupos porque será certamente rechassado pela "ditadura do politicamente correto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, parece ser prática comum de algumas pessoas acusar de "ditatorial" e "opressor" o paradigma que lhe inibe de falar besteira e propagar bobagens. Estes são certamente os primeiros a se ofenderem com as críticas alheias, típico exemplo do "só é bom o que me convém".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, a mistura de "politicamente correto" com ranhetice é um pé-no-saco, mas não devemos atribuir à primeira os problemas causados pela segunda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115309083054726009?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115309083054726009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115309083054726009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115309083054726009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115309083054726009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/o-politicamente-correto-srie.html' title='O politicamente correto (série Constatações)'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115307300798845753</id><published>2006-07-16T14:58:00.000-03:00</published><updated>2006-07-16T15:03:27.996-03:00</updated><title type='text'>A dinâmica social e os temores.</title><content type='html'>Há muito alarde sobre um eventual processo de degeneração da sociedade, o qual estaria em pleno andamento. A ótica desta degeneração social pode variar das questões morais e religiosas às questões éticas e políticas, seja como for, há um grande temor cercando muitas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as pessoas rotuladas como reacionárias ou conservadoras, há um grande temor no que se refere à destruição dos valores religiosos, sobre os quais baseiam-se suas referências sociais. Assuntos como casamento entre homossexuais, aborto e até mesmo algumas questões sociais podem soar como um sinal da ameaça que paira sobre as instituições que consideram legitimamente hegemônicas e necessariamente imutáveis, como a religião, a família e a propriedade, sem as quais a sociedade pode caminhar para o caos e para a selvageria. Para este grupo, há um grande temor no que se refere à disseminação das ideologias de esquerda, sendo esta a grande ameaça que paira sobre os valores acima citados. Muitos acreditam que ainda hoje o comunismo se propaga tacitamente, através de uma estratégia &lt;em&gt;gramsciana&lt;/em&gt; (de Antonio Gramsci) de destruição dos valores que sustentam o sistema capitalista (vide Olavo de Carvalho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, temos a visão alarmista das esquerdas. Neste caso, o temor esta na alienação geral provocada pela dominância de um arquétipo capitalista, onde as relações comerciais e o consumismo se sobrepõe a valores como a liberdade e a felicidade, que estariam atreladas à rigidez soberba do sistema. Dizem os esquerdistas que os meios de propagação do arquétipo estão nas mãos da elite capitalista, que tende sempre a reproduzi-lo com a intenção de perpetuar-se, isso resultaria em alienação e apatia diante do crescimento de um sistema serviu de exploração do ser humano em pró da supremacia de um grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentes fatos podem repercutir de forma a aumentar o temor em relação a esta degeneração da sociedade. A questão do casamento &lt;em&gt;gay&lt;/em&gt; já citada acima seria, para os conservadores, um sinal da estratégia &lt;em&gt;gramsciana&lt;/em&gt; de destruição dos valores burgueses em pleno andamento. A fusão de grandes grupos econômicos e manobras que indicam formação de oligopólios são vistos de forma temerária pelos partidários da esquerda, que vem nisso uma aglutinação de poder pela elite capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, as pessoas sustentam seu ideal de sociedade e uma visão unilateral desta, quando certos elemento parecem tomar uma dinâmica diferente daquela que seria a ideal na visão idiossincrática do indivíduo, já desperta neste um temor quanto aos rumos que a sociedade tomará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade é dinâmica, e vai tomando forma e desenvolvendo-se no sentido de harmonizar os conflitos de interesse, e isso, deve ser visto como algo importante para a evolução desta. Adam Smith acreditava candidamente que havia uma “harmonia de interesses” que conduzia a economia ao equilíbrio, fazendo com que o mercado se auto regulasse, contudo ele ignorou o fato de que os interesses não tendem a serem tão harmônicos assim, quase sempre resultando em assimetrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dinâmica social sempre tende a encontrar remédio para os próprios males, mesmo que estes sejam amargos. Um exemplo do que digo são as revoluções que ocorreram durante a história, apesar de quase sempre (ou sempre) terem sido motivadas por questões econômicas, estas sempre vieram para tentar corrigir assimetrias na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tão alardeado temor pela degeneração da sociedade não passa da dinâmica social atuando para corrigir assimetrias e estabilizar o conflito de interesses, através de um equilíbrio entre ponto e contra-ponto. Ideologias surgem e desaparecem, sua existência, contudo, é importante para a dinâmica social, pois exercem esse papel de contra-balancear as assimetrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não caminhamos para nenhuma forma de degeneração, pelo contrário, nossa sociedade está em pleno processo de evolução. Resta-nos a dúvida de qual será o ápice desta evolução, se esta ocorrer, é claro, pois a dinâmica não nos leva à objetivos, apenas à mudanças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115307300798845753?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115307300798845753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115307300798845753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115307300798845753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115307300798845753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/dinmica-social-e-os-temores.html' title='A dinâmica social e os temores.'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115290407648041189</id><published>2006-07-14T15:10:00.000-03:00</published><updated>2006-07-18T10:33:01.910-03:00</updated><title type='text'>Deus e sua (in)existência</title><content type='html'>Ao longo da história muitos sábios pensaram a respeito das evidências da existência divina. Inicialmente, a própria natureza seria uma evidência precisa da existência divina, devido ao pensamento baseado na relação causa e efeito. Aparentemente imaginava-se que tão complexo sistema (natureza) só poderia ter sido criado por uma inteligência superior. Contudo, foi com a institucionalização da fé, sobretudo com o surgimento da igreja católica, foi que este assunto ganhou ares mais racionalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Anselmo, no século XII, lançou o que seria o primeiro argumento racional a respeito da existência de deus, o &lt;em&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Argumento_OntolÃ³gico"&gt;argumento ontológico&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Mais tarde, São Tomas de Aquino lançou sua &lt;a href="http://sumateologica.permanencia.org.br/suma.htm"&gt;&lt;em&gt;Suma Teológica&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, onde abordava a questão da racionalização da questão sobre a existência de deus nas chamadas &lt;em&gt;Cinco Vias.&lt;/em&gt; No século XVI, René Descartes lançou o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Argumento_Cartesiano_para_a_existÃªncia_de_Deus"&gt;&lt;em&gt;argumento Cartesiano&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; para a existência de deus. Por muito tempo atribuiu-se a estes argumentos o &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; de prova da existência divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes, contudo, são argumentos elaborados através de uma proposição &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;, ou seja, algo do qual não se pode ter a comprovação empírica (ou &lt;em&gt;a posteriori)&lt;/em&gt;, restringindo-se a um argumento metafísico, ou mesmo à uma abstração da realidade oriunda das limitações da linguagem (assim como os paradoxos). O próprio Kant (Sec. XVIII) tratou de refutar o argumento ontológico de Sto. Anselmo, enfatizando o caráter &lt;em&gt;apriorístico&lt;/em&gt; deste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, ainda hoje, quem insista em dizer que os argumentos acima citados são válidos como prova da existência de deus, pois as proposições &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt; estariam de acordo com o caráter metafísico da essência divina. Contudo, a própria metafísica é capaz de aplicar peças nos mais afoitos. Usando das mesmas proposições a priori e da metafísica, o filósofo Sebastien Faure (França, sec. XIX) lançou as &lt;a href="http://www.ateus.net/artigos/critica/doze_provas_da_inexistencia_de_deus.php"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Doze Provas da Inexistência de Deus&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. A confrontação da proposições a priori a favor e contra a existência de deus resulta em... ZERO. Ficando a cargo da crença pessoal, a existência do ente divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, quem quiser uma prova da existência divina, a qual realmente tenha valor espistemológico digno de aceitação geral, deve buscar fazer isto através do método científico. Mas isso é algo bastante difícil, pois esbarra em dois problemas básicos: o real conceito de deus, e a falseabilidade do conceito. Enquanto isso não for superado, falar em &lt;strong&gt;provas&lt;/strong&gt; da existência divina não passa de falácia da brava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115290407648041189?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115290407648041189/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115290407648041189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115290407648041189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115290407648041189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/deus-e-sua-inexistncia.html' title='Deus e sua (in)existência'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115270883892890472</id><published>2006-07-12T09:39:00.000-03:00</published><updated>2006-07-12T09:56:13.920-03:00</updated><title type='text'>Em busca das questões essenciais</title><content type='html'>Enviei o link deste blog à uma amiga para ela dar uma olhada, e ela, após ler o artigo &lt;a href="http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/criando-deus.html"&gt;Criando Deus&lt;/a&gt; de autoria de Lígia Amorese, disse que me enviaria um texto sobre este. Hoje, abri meu e-mail e o texto já estava lá. Depois de ler, achei bastante conveniente postá-lo aqui, ao ler pode-se entender o porquê. Segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lí o texto de Lígia Amorese e não posso deixar de concordar com ela em quase tudo... apesar de ter um pensamento divergente na questão da existência de um ser supremo. Mas eu vejo Deus, não desta forma estabelecida pelas religiões. Talvez minha concepção de Deus seja também uma conclusão de quem andou através de tantas filosofias e religiões, desde as mais primitivas, tipo terreira de umbanda passando por espiritismo, chegando as filosofias orientais, os ensinamentos de Gourgeff, a Gnose, já estive na Rosacruz por 3 anos, fui Guardiã da Chama (outra Sociedade Secreta) dos Mestres da Fraternidade Branca, e depois desembestei totalmente para um lado bem fanático do protestantismo, quando queimei meus livros hereges numa santa fogueira, junto com os cd's da Nova Era e todos os demais mundanos, e entreguei minha alma a Jesus. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Durante mais 7 anos peregrinei por diversas religiões: (Adventista do 7 Dia, Igreja Quadrangular, Igreja Universal do Reino de Deus, Comunidade Evangélica de Porto alegre, esta jurava de pé junto que não era uma religião, que seus fiéis deveriam simplesmente seguir os ensinamentos de Jesus) mas ai daqueles que resolvessem interpretar os ensinamentos de Jesus da sua maneira, (claro, eram automaticamente descriminados pela santa maioria que seguia seus líderes). Minha literatura passou a ser o cânon Sagrado e alguns restritos livros recomendados pelos líderes de cada religião onde eu armava a barraca. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas meu senso crítico não havia morrido, apesar das tentativas de expulsão demoníaca que eu insistia em fazer... Para acalmar meu sentimento de culpa (pois eu sempre me sentia indigna de Deus, e esse é o massete de toda religião - te controlar pelo sentimento de culpa) voltei para minha religião de "nascença" o Catolicismo, só que desta vez para o movimento carismático. Posso dizer que foi uma peregrinação de 30 anos. Ufa! Já conseguia respirar um pouco mais... Pelo menos alí eu não me sentia tão vigiada! Mas daí prá libertação foi um pulo fácil e agora tento ser o mais livre possível na minha forma de pensar, até onde minha consciência do ser permite. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bom Gerson, o que concluí deste rastreamento foi que a alma humana é igual em todos os lugares, em todas as religiões, em todos os setores, em meio a política, e em todos os campos da sociedade existe uma palavra ou um mandamento que ressoa e retumba desde os primórdios até hoje: impor a sua verdade, ter o controle nas mãos. E o ser humano se ressente demais com aquele q ousa pensar diferente de si mesmo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Trabalhei 10 anos junto ao movimento sindical e alí também vestí a camiseta. O Sindicato tinha um lado político bem estabelecido: PT, CUT e mais alguns elementos xiitas... também cheguei a conclusão que é um padrão de controle exatamente seguindo os mesmos padrões religiosos. Apesar de concordar de que deva sempre existir o "Se ai governo, soi contra", prá tentar manter o equilíbrio na balança da evolução. Quanto a tendência de rotular: percebo que preciso me policiar permanentemente para não cair nesta tentação, como se fosse possível conhecer algo ou alguém olhando externamente. Ainda assim, acho que o padrão de hierarquia na evolução humana foi necessário e ainda se faz necessário, até talvez um dia alcançarmos o estágio de podermos raciocinar com mais lucidez e fazer escolhas melhores. Até agora este padrão sobre liderança tem se ancorado em crenças individuais. A crença do mais poderoso se torna uma lei estabelecida. Quanto a questão da crença de um ser supremo, cheguei a conclusão que só o céu que me cobre já é misterioso o suficiente prá mim. Penso: está alí, é maior que eu, não tenho controle sobre isso. Não tenho o poder de fazer chover ou parar a chuva. Mas quando invoco este mistério, sinto que meus átomos vibram melhor. Quando estou no silêncio, meus elementos entram em harmonia e me sinto mais feliz. Talvez hoje, crer em Deus assim desta forma me parece ser mais concreto. Creio no mistério de Cristo, mas isto já é outra história com suas próprias nuances. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Então Gerson, eu sinceramente não estudei o ceticismo a ponto de ter uma postura em relação a isso...mas preciso me aventurar. Pessoalmente acho mais difícil não crer do que crer (levando-se em consideração a relativa interpretação deste crer), falando até numa questão bem concreta do que vemos ao nosso redor, sem nem partir prô lado da metafísica, para mim me parece impossível não meditar no mistério que nos torna humanos, assim geneticamente formadinhos com toda essa sopa de elementos se comunicando entre si de maneira tão fantástica e misteriosa. Crer em Deus a meu ver é isso: admirar e procurar o que não entendo como uma criança que se aventura com alegria nos obstáculos mais absurdos, sem ao menos considerar o perigo, que certamente contém a resposta... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rosani Seitenfus&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À Rosani, meus agradecimentos por sua excelente contribuição. Apesar de sempre estarmos em busca de um porto seguro, é bom se ter a coragem de questionar o que se tem por certo, tanto na metafísica quanto no materialismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115270883892890472?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115270883892890472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115270883892890472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115270883892890472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115270883892890472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/em-busca-das-questes-essenciais.html' title='Em busca das questões essenciais'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115264364774930474</id><published>2006-07-11T15:39:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T15:47:27.760-03:00</updated><title type='text'>Variando um pouco</title><content type='html'>Descobri algo muito interessante na internet: a &lt;a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/P%C3%A1gina_principal"&gt;Desciclopédia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja isso que chamem de ócio criativo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115264364774930474?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115264364774930474/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115264364774930474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115264364774930474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115264364774930474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/variando-um-pouco.html' title='Variando um pouco'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115263324816125129</id><published>2006-07-11T12:45:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T13:01:49.663-03:00</updated><title type='text'>Criando Deus</title><content type='html'>&lt;em&gt;*Texto de Lígia Amorese&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é inerente ao gênero humano, pertencente ao grupo dos primatas,é o respeito à hierarquia. Tudo o que vimos criando desde osprimórdios da civilização tem por base o respeito à hierarquia. Istovem sendo estudado a partir do comportamento dos grandes símios, casodos gorilas e orangotangos. Eles têm a liberdade de elegerem umsoberano e seguem-no fielmente. Fêmeas dão preferência a ele paraprocriar, existe sempre uma fêmea predileta, existem outras que lhe rendem tributos, assim como ao "soberano" do grupo, que disputaseu título com outros em brigas para provar quem é o mais fortedentre todos..Assim com bases no "seguir as normas hierárquicas", nós humanoscriamos nossos representantes na figura de Reis, Patriarcas,Dirigentes, Presidentes... já que temos esse princípio de obediênciaao soberano em nossos códigos genéticos. Ao nos estruturarmos emgrupos maiores, nós humanos vimos que em certas circunstânciasficaria difícil eleger um soberano supremo que fosse obedecidofielmente pelas demais tribos sem contestação. Como a superioridadeacabou sendo frágil senão em termos absolutos, a idéia de um DEUSsoberano foi implantada. Ao abraçarmos a idéia de um Pai criador, umDeus, ou Deuses acabamos com este problema inerente à necessidadehumana de ter um superior e temos condições de "eleger" não mais porprovas de força física, aqueles que teremos por representantes desseDeus, ou de tudo o que é bom e perfeito (portanto não humano) naTerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao afirmar-se que o ser humano tem por base a busca pela felicidade epaz entre os membros, incorre-se no erro de não prestar atenção aoque é marcante no gênero humano: a vontade de ser líder, decomandar, de ter poder sobre os demais membros da sociedade. Aoshomens cabem as provas físicas de poder, sejam elas com bases apenasna exteriorização da força bruta( por parte daqueles que tenham dotesfísicos para tanto ), até da "força intelectual", que prevalece entreaqueles espécimes humanos não tão bem dotados fisicamente a ponto devencer brigas, acabando por vencê-las pela inteligência.Uma forma encontrada pelos fracos que querem ser fortes e seguidos,tem sido criar normas e regras que visem fazer a humanidade "irmã" emtorno de uma idéia base. Quando essa idéia base é Deus, somos irmãosem Deus e obedecemos as leis criadas pelos homens fracos física ouintelectualmente, em nome desse personagem Deus a fim de "nivelar" asdiferenças entre as castas humanas, que todos reconhecem ( propensãogenética ) que existem mas passam a não admitir a existência a partirdo momento que se consideram "irmãos em uma causa"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acreditarmos em Deus Pai, Deus Ciência, Homens Deuses, estamosapenas seguindo o plano humano para aceitar as limitações e a própriacondição de fraqueza "por não ser forte o suficiente para sersoberano do grupo", ou no caso das mulheres "a fêmea predileta"!Isso é a simplificação da simplificação em termos do que acontece nassociedades, mas os exemplos são tão claros que me é impossívelaceitar tal argumento como não mais do que "a mais cândida verdade"quando falamos da necessidade de termos estruturas de pensamento quevisem o "nivelamento" no mundo. Vivemos aquilo que temos em nós, emquê acreditamos e as sociedades falam disso o tempo todo. Tudo o quepensamos, seja em termos religiosos, políticos, filosóficos apenasvalidam esta necessidade de elegermos nossos líderes quando nãoestamos em condições de pleitear tal liderança, ou quando exercemos aliderança sem sermos merecedores dela.Um exemplo típico disso pode ser encontrado nos que criam seitasreligiosas ( ou não ) "do nada" e que angariam seguidoresapaixonados. Estes criadores de seitas não raro apresentam umaaversão ao gênero humano por simplesmente não fazer parte do "time defrente", por não ser o mais belo, por não ser o mais inteligente, pornão poder vencer aos demais em exibições de poder, por ser de umacasta ou raça considerada inferior. Estes "criadores de seita"então, munindo-se de seguidores que considerem inferiores a simesmos, iniciam movimentos que visem a inversão dos valores que osexcluem do poder na sociedade à qual pertençam. Aos seguidores detais homens, acaba havendo a tarefa de enaltecer-lhes as virtudes afim de validar a adoração que rendam a eles, ao que eles pregam.Normalmente os medíocres agrupam-se em seitas deste tipo e não rarochegam ao poder e ao controle de grandes massas humanas. Videexemplos nas sociedades Fascistas e em regimes onde prevalece oFundamentalismo Religioso à frente dos representantes políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num lado oposto, convém destacar, existem aqueles que não têm tantointeresse pelo poder, mas seus feitos pelos demais do grupo sãoreconhecíveis e admiráveis. Estes são os líderes natos ( algunstornaram-se pilares das religiões vigentes no mundo), ou simplesmentereis que fizeram seus seguidores alcançarem vitórias memoráveis e quesão aclamados e idolatrados. Não raro, esses representantes dignosque são elegidos pela sua capacidade latente e inerente em si mesmos,são mortos e espezinhados por aqueles que se sentem "invadidos" eameaçados em sua pretensa e inválida ascensão ao poder. Estesmedíocres, munindo-se de conceitos medíocres que lhes validem asações medíocres, matam e trucidam todos aqueles que lhes ponham àmostra a própria inferioridade "escondida" dos olhos dos demais pelasregrinhas criadas e pelas "verdades" que criam. Os que os seguem eprofessam suas regras são da mesma categoria.Assim eu não considero válido o argumento de emprestar ao ser humanovirtudes tais que o façam "buscar ideais de beleza e felicidade" paratodos. Antes, todos buscamos o poder, seja através de nossospróprios feitos, seja através daqueles ou daquilo em que acreditamosque nos façam alcançar tal poderio. Os exemplos disso podem serencontrados até em listas de discussão. Há exemplos inclusive no que se considera "submundo das drogas". Em seus cartéis, estes que vivemà margem da sociedade, criam seus próprios líderes e seusrepresentantes. O Deus nesse caso passa a ser o Dinheiro, sendo ariqueza uma das formas mais convincentes de demonstração de poder...como já diziam, quem não tem cão, caça com lagartixa e cada um buscapara si as crenças que validem sua ânsia de "ser o bom, o tal, omaioral". Os meios pelos quais alcançam esse "status" varia conforme o que cria os grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale matar, vale roubar, vale destruir, excluir, traficar, burlar...tudo o que é errado faz parte da vida humana, mais do que todas asvirtudes enumeráveis. Isso porque as virtudes e sua aceitação, sãoapenas consequências diretas da necessidade de "acalmarem-se os ânimos" daqueles que se considerem inaptos a pleitear o poder por si mesmos. O que vale, no final das contas é combater. Quem não se sente forte para lutar por si mesmo, apela para conceitos que validem sua inferioridade em bases aceitáveis e isso é tudo.Visão tenebrosa essa, mas é apenas um retrato realista da verdadeiracondição humana. Pode-se ver algo de bom nisso tudo, afinalsobrevivemos... mas isso devemos a quem criou o conceito de Deus,desde lá nos primórdios... só assim pudemos sobreviver e chegar atéos dias de hoje "ilesos de nós mesmos". Não que isto valide a idéiada existência de um Deus soberano. Antes, valida a idéia de quedevemos a nossa sobrevivência frente os nossos instintos de destruição e auto-aniquilamento, pela prática da Fé em um ente supremo e seu séquito que permitiu que NÃO nos matássemos uns aos outros de forma mais "acintosa".Até que para primos de Gorilas fizemos bonito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lígia Amorese,&lt;br /&gt;maio 2002&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115263324816125129?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115263324816125129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115263324816125129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115263324816125129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115263324816125129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/criando-deus.html' title='Criando Deus'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115262914912256398</id><published>2006-07-11T11:43:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T11:45:49.133-03:00</updated><title type='text'>Do moralismo ao pragmatismo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nas raízes da moral&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral pode ser entendida como conjunto de regras sobre comportamento e conduta. É de fato algo cuja importância deve ser reconhecida, pois os conjuntos de regras de convivência social é que possibilitaram o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem defenda que a moral seja advento das religiões, e por conseqüência, é vista quase como um monopólio destas, gerando idéias preconceituosas, como a de que os ateus tendem a ser pessoas imorais, uma vez que não crêem na salvação da alma não precisam compartilhar da conduta (moral) pregada pela religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, eu discordo veementemente desta idéia, no meu entender as religiões apenas se apropriaram de códigos de conduta já existentes, e acrescentaram a estes algumas apenas abstrações. Como argumento para tal posicionamento de minha parte, eu cito a evolução. A ciência nos diz que nossos antepassados já conviviam em grupo antes mesmo do surgimento do &lt;em&gt;homo sapiens&lt;/em&gt;, para que haja tal convivência em sociedade é necessário existir um determinado tipo de conduta individual, que vise a cooperação e o respeito à integridade dos demais membros do grupo. Este comportamento também pode ser observado em outros grupos de animais com algum grau de sociabilidade. Muito antes do surgimento das religiões, já existia o que se pode chamar de moral, enquanto conjunto de regras de conduta e comportamento individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso também, que para as religiões consolidarem-se, seria necessário já haver uma sociedade solidamente implantada, com sua língua, sua hierarquia e seu código de conduta já existentes, caso contrário seria muito difícil a aglomeração dos seguidores, e a unificação dos diversos clãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dos objetivos da moral&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Partindo de um pressuposto de que o equilíbrio social tem por base o respeito ao indivíduo, e que disto deve tratar a moral, concluo que esta deveria atender quatro requisitos:&lt;br /&gt;1. Preservar a integridade física do indivíduo;&lt;br /&gt;2. Preservar a integridade psicológica do indivíduo;&lt;br /&gt;3. Preservar a integridade intelectual do indivíduo;&lt;br /&gt;4. Preservar a integridade econômica do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes requisitos são interdependentes e relacionados, contudo, estão assim numerados porquê acredito que devam seguir esta ordem, a integridade psicológica depende diretamente da integridade física, se esta não for garantida, será muito difícil manter a integridade psicológica. E a integridade intelectual depende das duas primeiras. A integridade econômica não é menos importante, mas é um fator externo, por isso vem encerrar a lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela lista acima, a imoralidade está no uso da violência física, nos insultos, nas intimidações, na manipulação, na censura e no roubo ou subtração. E isto, de fato, deveria ser a base da moral e das lei em vigência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se, contudo, que há certas condutas que são consideradas imorais mas que não violam os preceitos acima, e aí sim, nota-se o dedo das religiões na moral. Um exemplo clássico é a conduta homossexual, classificada como imoral pela maioria das religiões, contudo não trás necessariamente nenhum prejuízo à integridade alheia. Ou exemplo menos evidente é o ateísmo, que pode ser visto como algo imoral, pelos motivos já explicados acima. Contudo, sem estes preceitos morais, advindo das religiões e que não trazem prejuízos á integridade do indivíduo, o mundo não se tornaria um lugar pior, ao contrário do que se tende a pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral é importante, mas o moralismo é bobagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115262914912256398?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115262914912256398/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115262914912256398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115262914912256398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115262914912256398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/do-moralismo-ao-pragmatismo.html' title='Do moralismo ao pragmatismo'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115254160850419033</id><published>2006-07-10T11:24:00.000-03:00</published><updated>2006-07-10T11:26:48.520-03:00</updated><title type='text'>Da formação do pensamento relativista</title><content type='html'>Uma das coisas especiais de minha vida é o fato de ter tido a chance de conviver com todo tipo de gente, do completo analfabeto ao PhD, do crente fundamentalista ao cético radical, do esquerdista extremo ao ultra-direitista. O fato de ter circulado pelas mais diversas esferas da sociedade talvez tenha sido decisivo para mim desenvolver esta forma relativista de pensar o ser humano e a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não cheguei à uma conclusão se meu ceticismo nasceu do pensamento relativista, ou se veio a salientar esta forma de pensar.  O fato é que meu pensamento fundamenta-se nestes dois aspectos, esta forma cética e relativista de pensar, juntamente com observações e estudos, levou-me a algumas conclusões, as quais vou listar aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-&lt;strong&gt;Não existe verdade absoluta&lt;/strong&gt;. A verdade é relativa, moldada conforme os interesses de que a propaga. Existem fatos que podem ser contados de diversas formas, contudo, a verdade está sempre sujeita às idiossincrasias do indivíduo.&lt;br /&gt;2-&lt;strong&gt;Imparcialidade não existe&lt;/strong&gt;. Todos somos parciais nas análises das questões em maior ou menos grau, livrar-se da parcialidade é algo impossível, pois para isso devíamos abrir mão de nossas inclinações, e portanto, de nossa própria personalidade.&lt;br /&gt;3-&lt;strong&gt;Não existe superioridade ou inferioridade no que tange às questões humanas&lt;/strong&gt;. Análises de superioridade ou inferioridade nesta questão baseia-se em frágeis análises subjetivas. Os indivíduos e as sociedades são diferentes, classificá-las hierarquicamente indica um pensamento sujeito ao dogmatismo e ao etnocentrismo, algo que não se sustenta diante do pensamento relativista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que estas conclusões, que tomei como diretrizes, nada mais são do que dogmas. Respondo que, sendo assim, toda forma de pensar é dogmática, mas creio que tais acusações tem um caráter meramente pejorativo, tendo por escopo, desqualificar o relativismo para fortalecer os argumentos alheios a este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta pode surgir em meio à análise do pensamento relativista: o relativismo pode ser relativo? A resposta é SIM. Sou contrário à idéia de uma forma de pensar hegemônica, acredito que o relativismo deve ficar restrito àqueles que tem o equilíbrio necessário para conviver com ele, pois, ao contrário do que possa parecer, conviver com o pensamento relativista é algo muito difícil, que exige muito discernimento no trato das questões, sob pena de desenvolver-se uma total apatia diante destas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pluralidade das formas de pensar o mundo é algo de suma importância para a dinâmica da sociedade e do conhecimento humano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115254160850419033?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115254160850419033/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115254160850419033' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115254160850419033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115254160850419033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/da-formao-do-pensamento-relativista.html' title='Da formação do pensamento relativista'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30913398.post-115253605252049839</id><published>2006-07-10T09:45:00.000-03:00</published><updated>2006-07-10T09:54:12.530-03:00</updated><title type='text'>Eis um Blog...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estaria eu me sujeitando a modismos? É a pegunta que me faço agora,  e o pensamento que me vem logo em seguida é "o que há de mal nisso?" Certamente um fruto da minha vaidade, da minha necessidade de mostrar alguma faceta que julgo ter algum valor, e portanto pode me dar alguma satisfação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas para fins mais formais, acho preferível dizer que este blog serve para registro de textos e opiniões que reflitam minha conturbada forma de pensar o mundo. Alguém os irá ler? Talvez, mas isso pouco importa, já me vem alguma satisfação apenas pelo fato de ter deixado minha marca em algum lugar, assim como os antigos homens da carverna deixavam suas marcas através de pinturas rupestres, ecoando por eras. Obviamente, não tenho esta pretenção, apenas a hipótese da idéia me agrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Boa sorte pra mim.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30913398-115253605252049839?l=relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/feeds/115253605252049839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30913398&amp;postID=115253605252049839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115253605252049839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30913398/posts/default/115253605252049839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://relatividade-geral-do-pensamento.blogspot.com/2006/07/eis-um-blog.html' title='Eis um Blog...'/><author><name>Gerson Voigt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14005936986820243212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/674/3324/1600/DSCI0006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
